sábado, 12 de maio de 2018

Removendo objetos indesejáveis em uma foto

Elimine espinhas no rosto, manchas na pele, gente chata, veículos e tudo mais que ti incomodar

 



Existem algumas coisas mágicas que o Gimp é capaz de fazer. Não, não estou exagerando e neste artigo vou dar uma pequena amostra disso. Quando digo mágico, essa é a palavra que talvez melhor defina algumas características desse software incrivelmente poderoso. O Gimp traz, inclusive, recursos com traços de inteligência artificial, capazes de reconhecer texturas e cenários; e a partir desses dados realizar em instantes tarefas que demandariam um tempo enorme.

Algumas dessas características inteligentes envolvem uma atividade primordial num software de edição de imagens: remoção de objetos indesejados de uma cena.

Neste artigo irei falar sobre cinco recursos extremamente eficazes que o Gimp nos oferece para salvar aquela foto tão inesquecível mas que há algo desagradável ou inesperado registrado pelo clique.




Estes serão os recursos abordados:

  • Ferramenta de clonagem
  • Ferramenta de clonagem em perspectiva
  • Ferramenta de restauração
  • Heal Selection
  • G'mic Inpaint

Vou começar falando sobre os métodos manuais, que são as ferramentas de clonagem, clonagem em perspectiva e restauração. Depois irei abordar a Heal Selection e o G'mic Inpaint, que são duas maneiras automatizadas, pra lá de incríveis, que o Gimp nos oferece para cuidar do assunto.

Pense bem antes de sair removendo tudo que você não gostar!


Antes de entrar no assunto propriamente dito, deixo um alerta. A fotografia é uma arte cuja finalização ocorre no momento do clique. O trabalho de edição precisa ser visto como um mero incremento para deixar uma foto mais bonita, porém a eliminação de itens é um ato bastante invasivo numa foto e por isso deve ser considerada com extremo cuidado. A foto saindo bonita ou feia, mostrando algo agradável ou desagradável, possuindo elementos bons ou ruins; seja qual for o incômodo captado pelo clique, ela registra um momento real de nossas vidas e conta uma história para ser curtida, as vezes, não imediatamente, mas na posteridade.

Uma foto que hoje registre algo indesejável, daqui a alguns anos poderá servir para você contar uma história e tanto sobre aquele fato e, quem sabe, até dar boas gargalhadas com os amigos na mesa de um bar ou no sofá da sala. Quando você remove itens de uma foto, você está eliminando parte daquela história. Então o recado é: pense muito antes de sair removendo elementos de uma foto! No mínimo cuide para que uma cópia não editada permaneça armazenada na nuvem ou em alguma mídia confiável. Até mesmo por questões de segurança, caso algo dê errado na edição.

Tendo consciência do aviso acima, vamos ao Gimp.


A ferramenta de clonagem


Um dos métodos manuais mais eficazes para remoção de itens de uma fotografia é a ferramenta de clonagem. A função dessa ferramenta é, como o nome diz, clonar uma área de uma imagem e "pintar" as áreas adjacentes com a parte clonada. Aqui é você quem está no controle e a qualidade final vai depender diretamente de sua percepção dos elementos existentes na foto e, obviamente, o manuseio correto da ferramenta. Mas não tem muito segredo.

Após ativada a ferramenta cujo ícone lembra muito um carimbo (imagem à esquerda), você deve escolher um pincel adequado para trabalhar. Os pincéis ideais para essa tarefa são os de formato redondo, com ponta suave (imagem à direita). Ajuste o diâmetro do pincel nas configurações da ferramenta e posicione-o na área da foto a ser clonada, dê um ctrl+clique para copiar essa área e, na sequência, vá pintando as partes da imagem que queira apagar.

Veja um exemplo de uso desta ferramenta na foto abaixo. A intenção será eliminar todas as pessoas e a embarcação ao fundo. Será que isso é possível? A resposta é sim.



A ferramenta de clonagem é ideal para esse tipo de tarefa e ela dá conta do recado. Vamos à ação!

O círculo pontilhado no lado esquerdo (A) representa a área da foto que está sendo clonada (após dar ctrl+clique). Já o círculo no lado direito (B) é a área da foto que está sendo pintada. Nesse caso a área de "pintura" B está sendo feita como uma reprodução de tudo que está no círculo A.


Aos poucos a embarcação vem sendo apagada, dando lugar ao mar.
 

O mesmo procedimento é feito com as pessoas na praia.

  

A técnica é simplesmente pintar com textura de água onde houver água; com textura de areia onde houver areia; e com textura de vegetação onde houver vegetação. Procure movimentar o cursor de pintura sempre em movimentos paralelos dentro da mesma faixa horizontal da imagem, de maneira a respeitar as linhas divisórias da paisagem, bem como diferentes nuances de cor e de texturas característicos de cada faixa.



Eis o resultado:


Repare que a ferramenta de clonagem só funciona se houver na foto uma área livre para ser clonada e que essa área livre possua equivalência de texturas com a área a ser apagada. Isso permite a fluidez e a continuidade natural do cenário.


Clonagem em perspectiva


Existe uma situação bastante peculiar onde a ferramenta de clonagem não se mostra tão eficaz, mesmo havendo uma grande área livre para ser clonada. Trata-se de fotos em que o objeto a ser removido encontra-se num plano em perspectiva - fato muito comum em construções e outros cenários feitos pelo homem. Nesse caso, não basta simplesmente clonar uma área da foto e sair "pintando" as áreas adjacentes com a parte clonada. Não vai funcionar! Não com a ferramenta comum de clonagem. Isso porque a área clonada ao ser "repintada" precisará obedecer um ponto de fuga, preservando todos os aspectos do ângulo da perspectiva.


É aí que entra a ferramenta de clonagem em perspectiva, ativada a partir do ícone à esquerda.

Essa ferramenta é capaz de realizar a clonagem preservando a angulação correta das áreas que contenham planos em perspectiva. Pode ser, por exemplo, uma estrada, um edifício, paredes vistas de perfil, corredores, pisos, calçadas, etc. Ao ativar a ferramenta de clonagem em perspectiva, abre-se um quadro sobre os quatro cantos da imagem. Através desse quadro você deverá ajustar o plano em perspectiva da área da foto que sofrerá edição. Dessa forma será possível clonar tudo que houver na imagem, respeitando a perspectiva desse plano. O resultado fica extremamente realista pois a pintura da área clonada é automaticamente ajustada de forma a atender as linhas de perspectiva existentes na imagem.

Vamos ver seu funcionamento. Observe o buraco no meio de uma calçada na foto abaixo. Minha intenção é eliminar esse buraco (isso na foto, obviamente). Veja que a calçada é formada por um tipo de piso que cria um padrão de várias linhas cujo efeito de perspectiva é bastante visível.



Após ativada a ferramenta, delineamos o plano em perspectiva acompanhando as linhas existentes na foto. É crucial que esse plano obedeça os pontos de referência existentes na imagem, de modo a acompanhar as mesmas linhas de perspectiva da foto. Se isso falhar, o resultado também será falho. Para sua melhor visualização, na imagem abaixo destaquei em vermelho o plano criado. Perceba que ele acompanha as mesmas linhas da calçada.


Uma vez criado o plano, basta alterar as opções da ferramenta para "Clonagem em perspectiva".



A partir daí o restante do funcionamento é idêntico ao da ferramenta de clonagem. Ajuste o diâmetro do pincel, posicione-o na área da foto a ser clonada, dê ctrl+clique para copiar a área e, na sequência, vá pintando as partes da imagem que queira apagar.


Veja como ficou o resultado.


Vamos para mais um exemplo.

Na imagem abaixo a linha de perspectiva foi colocada acompanhando a faixa branca do acostamento e finalizando na mureta metálica. O objetivo é remover a motocicleta que aparece em primeiro plano.


É preciso tomar cuidado para não distorcer a pintura do acostamento, o meio-fio na beirada da estrada, a vegetação e a barreira de proteção metálica. As marcas contínuas de diferentes tons existentes no asfalto também devem ser preservadas. Todos os elementos da foto devem fluir de maneira natural. Veja na imagem abaixo que a ferramenta proporciona a remoção da moto de forma impecável, obedecendo todo o plano de perspectiva existente na cena.


Veja abaixo como ficou o resultado. Impressionante realismo!



Ferramenta de restauração:
cravos e espinhas, xô!


A dica a seguir com certeza é o sonho de muitas adolescentes que ficam com vergonha de compartilhar nas redes sociais a foto daquela viagem inesquecível, mas que naqueles dias o destino resolveu presenteá-las com uma baita espinha no nariz. A boa notícia é que ganhar um retoque digital não é privilégio só das musas que ilustram as páginas de revistas. O Gimp está aí para socorrer aquele probleminha após o clique da câmera e o resultado impressiona até nos casos mais complicados! Aliás, fazer retoques na pele é, sem dúvida, um dos maiores trunfos no mundo da edição de fotografias.

A ferramenta ideal para isso é representada pelo ícone de dois curativos em forma de X mostrado na imagem ao lado. O nome dessa belezura é "ferramenta de restauração". Ela serve para um leque gigantesco de tarefas, mas a razão do ícone se parecer com curativos de pele não é atoa.

O funcionamento da ferramenta de restauração é parecido com a ferramenta de clonagem. É preciso dar ctrl+clique numa área preservada da imagem para copiar os atributos dessa área e, na sequência, ir pintando as partes da imagem que queira apagar. Devido a essa semelhança, alguns usuários pensam que a ferramenta de restauração é inútil - o que é um grande equívoco. Há diferenças entre a ferramenta de clonagem e a de restauração. Enquanto a clonagem é mais adequada para "cobrir" partes de uma fotografia fazendo a cópia dos pixels de uma área para outra, a ferramenta de restauração leva em conta a textura e a cor tanto da parte a ser corrigida quanto da parte usada como base para a correção, o que torna o resultado mais natural.

Apesar da capacidade de uso para os mais diversos fins, é em fotografias de pessoas que essa ferramenta mostra todo o seu poder com uma característica muito interessante, que é a capacidade de "recriar" a coloração natural e a textura da pele sadia (isso numa foto, óbvio). Por isso o recurso é extremamente útil na remoção de rugas, cravos, espinhas, manchas causadas pelo sol, celulite, estrias, machucados, etc. Nessa tarefa, a ferramenta de restauração faz diversas adaptações durante a aplicação, ajustando elementos importantes como a tonalidade, brilho, sombreamento e textura da pele; fazendo as irregularidades se igualarem aos mesmos padrões da pele normal.

E quanto ao resultado? Ele impressiona! Mas como uma imagem vale mais que mil palavras, veja abaixo o que essa ferramenta é capaz de fazer.





Já para o caso de eliminação de rugas, a ideia é diminuir o nível de opacidade da ferramenta para algo em torno de 20% a 30% para a mudança não ficar agressiva. As pessoas devem olhar para a foto e perceberem que a imagem está bonita, mas é importante que não consigam identificar que ela foi editada. Por isso, a intenção não é sumir com todas as rugas, mas sim suavizá-las, deixando permanecer a naturalidade da pele. Lembre-se que ter dobrinhas na pele é absolutamente natural e é muito normal que isso se acentue com a idade. Se numa edição de imagem você desaparecer com todas as dobrinhas que ver pela frente, o resultado será uma pele com aparência inchada ou com um aspecto sintético, artificial, igual rosto de boneca.

No exemplo abaixo mostro uma edição mais agressiva apenas para ilustrar o poder que a ferramenta de restauração possui. Mas o ideal é que esse tipo de edição não chegue a tanto.



Observe nas imagens abaixo como a textura e coloração natural da pele ficam preservadas após a aplicação da ferramenta de restauração!





Para compreender melhor como este recurso funciona, a imagem abaixo mostra claramente as diferenças de funcionamento entre a ferramenta de clonagem (B) e a ferramenta de restauração (C). Veja a diferença de resultados.



No ponto A temos a área de captura onde há a combinação de quatro texturas diferentes de pele humana. O ponto B é a área onde foi aplicada a ferramenta de clonagem sob um fundo azul e ali ocorreu a cópia dos pixels da área A para a área B, cobrindo o fundo. Já a área C é onde foi aplicada a ferramenta de restauração. Nela as quatro diferentes texturas de pele foram mantidas. Mas a ferramenta de restauração interagiu com o fundo azul, fazendo com que as diferentes características das texturas se adequassem ao contexto da imagem. Houve uma fusão entre as texturas com o plano de fundo.

É dessa forma que ocorre a ação da ferramenta de restauração quando se pretende maquiar uma pele lesionada numa fotografia. Por isso ela é tão eficaz nesse tipo de situação, oferecendo um resultado de realismo impressionante.


Heal Selection


É uma coisa muito louca! Sinceramente não sei se há alguma frase melhor para descrever esta ferramenta, que atende pelo nome de Heal Selection. Depois que você conhecer o que ela faz, vai entender o porquê digo isso. Na tradução para o português seria algo como "curar seleção". Trata-se de um poderoso recurso automatizado de remoção de objetos de uma imagem, capaz de fazer algumas façanhas inacreditáveis. É possível desaparecer com praticamente qualquer coisa em uma foto, porém os melhores resultados ocorrem quando o item a ser eliminado está cercado por um fundo uniforme.

Como instalar?


A Heal Selection trata-se de um plugin, ou seja, ela não vem nativamente na instalação do Gimp. Mas nada que seja um problema, pois o Gimp é capaz de agregar uma tonelada de plugins - e muitos deles executam tarefas de fazer cair o queixo. Para usar a Heal Selection é preciso instalar o "Gimp Plugin Registry". Ele acrescentará ao Gimp uma coletânea de plugins especiais e mais uma montoeira de outros recursos de impor respeito.

Windows


Para usuários do Windows é necessário fazer o download do "Gimp Extensions Pack". Após acessar o link, basta clicar em "Get Latest Version" para baixar o conteúdo direto do repositório oficial de complementos do Gimp. Daí é só aguardar o término do download, executar o arquivo baixado e seguir os passos do instalador.


Linux


Para usuários Linux, tudo que precisa ser feito é localizar o "gimp-plugin-registry" na central de aplicativos e clicar em instalar. Só isso.

Chegou a hora de brincar!


Uma vez instalado, tudo que precisa ser feito é usar uma das ferramentas comuns de seleção do Gimp para selecionar ao redor do objeto que deseja remover. Depois disso a opção Heal Selection fará o restante do trabalho, substituindo tudo que estiver dentro da área selecionada para se parecer com o cenário que a cerca.

É importante frisar que nas imagens mostradas a seguir somente a Heal Selection foi aplicada. Nenhum outro recurso adicional foi usado para dar qualquer retoque final na foto. O que se vê é resultado direto da Heal Selection.

Entenda abaixo como é o procedimento:


Depois disso basta ir ao menu Filtros > Realçar > Heal selection...



Em sua caixa de diálogo (veja abaixo), a opção "Context sampling width" é a mais importante. Ela oferece a opção de definir até que distância ao redor da imagem o plugin irá procurar amostragens de pixels para remover o objeto indesejado. A partir desse valor a ferramenta irá recriar o mesmo padrão de textura de forma a preencher toda a área que será eliminada. Portanto, o ideal é que nunca se use valores muito baixos nessa opção.

Em "Sample from" você também pode indicar de que direção ao redor da área selecionada você quer que venha a amostra de pixels. A opção padrão é "All around" que significa "tudo em volta", mas você também pode escolher Sides (dos lados) ou Above and Below (acima e abaixo). Essa característica da ferramenta a torna extremante eficaz, podendo alcançar resultados impressionantes, inclusive onde há uma delineação difícil em uma imagem.

Por último, em "Filling order", você também pode apontar uma sequência de preenchimento para remover a área selecionada. A opção mais adequada para a grande maioria dos casos é "Random", que significa que você quer o preenchimento aleatório. Mas você também pode escolher Inwards (em direção ao centro) ou Outwards (do centro para fora).



O comando executado nas configurações acima, indica que o script irá buscar  amostras em até 75 pixels de distância ao redor da área selecionada para criar uma textura com base nessa amostra e preencherá a seleção aleatoriamente.

Veja o resultado:



O que o filtro fez foi detectar todas as nuances de cores e texturas existentes ao redor da área selecionada na imagem e a partir dessas informações ele criou uma nova textura, combinada a partir de uma comparação dos pixels adjacentes aos segmentos da seleção. Toda a área selecionada foi reconstruída a partir de um arranjo aleatório desses pixels. Além disso a Heal Selection também removeu indícios de corte entre os segmentos, mantendo um contraste bastante consistente com todo o cenário e, com isso, minimizou ao máximo quaisquer vestígios de edição no resultado.

Para você ter noção do poder desta ferramenta, vou piorar um pouco as coisas usando uma imagem bem mais complexa. Vamos ver o que acontece!

Observe abaixo a foto do veículo estacionado numa praia. Vejamos o que a Heal Selection é capaz de fazer numa situação como esta. A intenção será remover o carro dali, porém a paisagem "atrás" do veículo precisará ser recriada com toda naturalidade possível, sem vestígios de edição.


A dificuldade nessa foto é que há sérios desafios para a Heal Selection. Como você sabe o filtro precisa pegar uma amostra da textura ao redor da área selecionada para poder reconstruir o cenário. O problema é que aqui o cenário não é uniforme. A área a ser reconstruída possui partes de areia, mar, ondas, vegetação e com o veículo sobrepondo parcialmente a tudo isso daí.

Observe abaixo a foto original.



Abaixo, veja o resultado de como a Heal Selection se virou na tarefa de sumir com o carro.



Resultado bem interessante não é? Curiosamente onde antes havia o veículo a ferramenta até criou uma pequena escultura de vegetação e areia, aparentando uma formação natural. A região da areia ficou bem delineada e há até pequenas ondulações que tornam o aspecto da foto muito natural. A arrebentação das ondas na região onde estava o carro também ficou bastante convincente.

Veja outro exemplo:





Após a Heal Selection:



Já no exemplo abaixo, o desafio é desaparecer com todas as embarcações. Veja como é a foto original e como ficou o resultado após a Heal Selection.




G'MIC: Inpaint


O G'mic é outro plugin poderoso e que inclusive há um artigo sobre ele aqui no blog.

Portanto, não irei comentá-lo. Caso queira conhecê-lo, recomendo que leia o artigo apontado no link.

Aqui nosso interesse é o uso do Inpaint, que é um dos mais de 300 filtros e efeitos disponíveis dentro do G'mic. Estando o plugin instalado, para acessá-lo no Gimp, vá em Filtros > G'mic. Ao abrir o G'mic, o Inpaint pode ser localizado em Repair > Inpaint [patch-based].

Na maioria dos casos as configurações padrão do filtro, conforme vistas abaixo, são suficientes para proporcionar um bom resultado. 



O Inpaint é basicamente um filtro de pintura. O que ele faz é reconstruir regiões ausentes em uma imagem. Para usá-lo, basta usar a ferramenta lápis para pintar com uma única cor as regiões que deseja eliminar em uma foto. O vermelho #FF0000 é a cor padrão para realizar a pintura.

Aqui o uso da ferramenta lápis é importante porque ele preenche pixels inteiros, sem deixar enevoamento na pintura.

Se desejar você também poderá usar uma das ferramentas de seleção para inicialmente isolar uma determinada área para depois pintá-la de vermelho. Nesse caso, é fundamental desabilitar a opção "anti-serrilhamento" nas configurações da ferramenta de seleção.

Então tudo ok, o algoritmo por trás do Inpaint irá preencher a área pintada de vermelho com pedaços "válidos" de pixels existentes ao redor da parte que foi pintada.

Veja abaixo alguns exemplos de aplicação do Inpaint:









É absolutamente incrível o que todo esse conjunto de recursos é capaz de fazer não é mesmo?

Considerações finais


Embora o Gimp seja uma ferramenta magnífica, não existe milagre! Todos os recursos mostrados aqui baseiam-se em algorítimos matemáticos que usam pixels visíveis na imagem. Não adianta, por exemplo, querer remover da foto uma pessoa da frente da Torre Eiffel imaginando que o Gimp irá "adivinhar" o que há por trás da pessoa e que a torre será reconstruída. Isso não vai acontecer.

Ao desejar remover objetos de uma fotografia, você deve ter sempre em mente que é preciso algumas condições específicas na imagem para que o resultado não só seja perfeito como até mesmo possível. Uma dessas condições é que haja um fundo uniforme na região a ser removida.

Os plugins que realizam a remoção automática de objetos fazem um bom trabalho, mas nem sempre o resultado é satisfatório. Sempre que precisar use outras 2 ou 3 ferramentas adicionais para dar os retoques finais e corrigir certos detalhes. A ferramenta de clonagem e a de restauração são excelentes nisso.

Por fim, alerto mais uma vez que pense bem antes de sair removendo objetos de uma foto. Mantenha sempre um backup dessas fotos em seu estado original.

Espero que este artigo lhe seja útil!


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