segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Texto "conta-caracteres" para ser usado na diagramação



Todo projeto de diagramação é composto por uma série que aspectos que precisam ser analisados. Qualquer diagramador no início de uma tarefa, reconhece a importância de verificar as medidas de altura e largura da publicação, a quantidade de páginas, se haverá uso de cores e a quantidade de colunas. Esses itens são essenciais para qualquer trabalho gráfico.

Entretanto há outro aspecto de enorme importância que poucos profissionais se dão conta: o cálculo de texto. Como profissionais, não podemos deixar que o redator se encarregue de moldar a matéria sem ter uma noção de início, meio e fim. Ou seja, o redator precisa saber o quanto de espaço físico ele tem disponível e qual a quantidade exata de texto é necessária para preencher um determinado espaço numa página.

Profissionalmente é impensável que primeiro a matéria seja escrita e depois o diagramador tenha que fazer “mágica” para o texto caber dentro do espaço destinado na página. Seria como solicitar os serviços de um marceneiro para fazer um guarda-roupa, sem fornecer nenhuma medida, para depois de pronto ver como encaixá-lo entre duas paredes. Sem saber qual o espaço destinado para o móvel, o marceneiro poderia fazer um guarda-roupa muito grande ou senão demasiadamente pequeno.

Claro que nenhum marceneiro profissional se submeteria a fazer tal serviço nessas condições, a não ser que fosse… um amador!

Pois bem, amadorismo é algo que ninguém quer seu trabalho fique associado, mas é exatamente isso que melhor tipifica a metodologia de trabalho de muitos profissionais da área gráfica.



Sem saber o quanto de texto é possível encaixar no espaço destinado, o redator vai escrever o tanto que achar suficiente. O diagramador, por sua vez, terá duas tarefas a fazer. Se o texto estiver grande, terá que diminuir o tamanho da fonte, reduzir o espaçamento entre linhas e estreitar o espaçamento entre letras (tracking). Essa ação fará com que a leitura daquele texto se torne bem desconfortável. Por outro lado, se o texto estiver pequeno, terá que esticá-lo aqui e ali até fechar o espaço que fora destinado. Qualquer que seja a situação, tais procedimentos poderiam provocar um desequilíbrio total contra a projeto gráfico da publicação e a harmonia visual dos demais elementos da página - o que seria muito ruim.

Outra solução mais coerente seria pedir para o redator remover partes insignificantes do texto ou senão (mais complicado) esticar o assunto inventando conteúdo (encher linguiça).

No passado os redatores redigiam os textos a serem publicados numa folha de papel padronizada - chamada lauda. A lauda era dividida em um número de toques e de linhas. Com esse padrão de divisão era possível ter um parâmetro para calcular o espaço que a matéria ocuparia uma página impressa. Uma lauda poderia ter, por exemplo, 20 linhas com 70 caracteres datilografados. Esses valores, entretanto, variavam de empresa para empresa.


Além das laudas, também era comumente adotado um sistema complicado de tabelas, com cálculos de tamanhos de letras, tipos de letras (fonte tipográfica), entrelinhas, etc. Eram muito úteis quando o linotipista montava as pranchas para impressão.

Com a introdução dos computadores nas redações e na produção gráfica, todo esse procedimento caiu em desuso e o uso da “lauda” se tornou obsoleto. Através dos softwares de layout de página, toda a metodologia de diagramação ganhou elementos muito mais precisos, como por exemplo, a quantidade de caracteres. Já não era mais necessário solicitar ao redator um texto com uma lauda e meia. Com os textos sendo escritos no computador, ficou muito mais prático e garantido poder dizer: “preciso de um texto com 680 caracteres”.

Atualmente, o trabalho de redigir textos se torna extremamente facilitado ao usar um software como o LibreOffice Writer, que permite saber em tempo real a quantidade de caracteres e de palavras que há num texto enquanto ele ainda está sendo digitado. Outra vantagem do Writer é que ele possui um poderoso corretor ortográfico a gramatical, plenamente integrado ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Já o Scribus pode fornecer uma contagem de palavras e de caracteres para qualquer tamanho de matéria e é um ótimo recurso para que a publicação se mantenha dentro do limite editorial.

O Editor de História é o lugar onde reside o recurso nativo de contagem de palavras do Scribus. Escolha o menu "Editar" e depois vá em "Editar texto..." para abri-lo. O rodapé do Editor de História exibe não só todas as informações das dimensões do texto, como também mostra as informações do parágrafo onde o cursor está posicionado.

É pensando na finalização no Scribus que o blog Valeu Cara traz outro recurso muito simples, porém de extrema utilidade - que é um texto “conta caracteres”. Com esse texto é possível afirmar quantos caracteres não necessários para caber em algum espaço de uma página previamente diagramada.

Dentro do texto, a cada 50 caracteres escritos é indicada a numeração de contagem de caracteres. Você deve importar este texto falso para dentro do espaço destinado à matéria, e depois aplicar a mesma formatação que será aplicada à matéria. O último valor visível do número de caracteres é a indicação de quantos caracteres é necessário para a matéria ocupar aquele espaço.

É absolutamente possível tolerar uma variação para mais ou para menos na quantidade de caracteres fornecida pela matéria final. Até 50 caracteres de diferença são aceitáveis, sendo possível corrigir essa diferença com pequenos ajustes no tracking. Para uma diferença maior, o ideal é que haja um elemento maleável na matéria, como uma foto, que possa ser diminuída ou aumentada.

O importante é que no final haja um equilíbrio no visual entre todos os elementos que compõe a página.

Use o botão abaixo para fazer o download do texto "conta caracteres" e guarde-o numa pasta específica. Use-o sempre que precisar responder à pergunta de qual deve ser o tamanho do texto a ser escrito.


Clique aqui para baixar


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